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Motricidade

versão impressa ISSN 1646-107X

Motri. vol.9 no.3 Vila Real jul. 2013

http://dx.doi.org/10.6063/motricidade.9(3).200 

Influência de elementos-traço na densidade mineral óssea de mulheres idosas

Trace elements influence on bone mineral density in elderly women

 

L. LimaI, A.C. FurtadoI, R.M. LimaII, V.M. ReisIII, R.M. FonsecaII, R.J. OliveiraII

IUniversidade Católica de Brasília, Brasil.
IIFaculdade de Educação Fisica - Universidade de Brasilia, Brasil.
IIIUniversidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal.

Endereço para correspondência

 

RESUMO

O objetivo do estudo foi comparar os níveis de elementos-traço (ET) de acordo com a densidade mineral óssea (DMO) em idosas. Participaram do estudo 27 idosas (65.70 ± 3.96 anos). A amostra foi dividida em dois grupos homogêneos de acordo com a DMO, sendo o grupo 1 aquelas com maior DMO e no grupo 2 as com os menores valores. A DMO foi mensuradas utilizando o DEXA e os ET foram avaliados a partir de amostras de cabelo. No grupo 1 encontrou-se maiores teores de Ca, K, Na, Mo, B, Cu e Mg. Enquanto que no grupo 2 observou-se maiores concentrações de Se e o Pb. Os resultados sugerem que o desequilíbrio na homeostase dos ET pode ser fator de risco para a redução da DMO e que as altas concentrações de Pb e Se no cabelo podem ser indicativos de redução da massa óssea.

Palavras-chave: envelhecimento, cabelo, estanho, chumbo

 

ABSTRACT

To compare trace elements (TE) levels according to bone mineral density (BMD) in elderly women. 27 elderly women (65.7 ± 3.96 years) were evaluated. They were classified in two groups: high BMD (group 1) and low BMD (group 2). BMD was measured in DXA and TE were evaluated from hair sample. Higher levels of Ca, K, Na, Mo, B, Cu e Mg were found in group 1 (high BMD) while Se and Pb were higher concentrated in group 2 (low BMD). The results suggest that the imbalance in the homeostasis of ET may be a risk factor for reduced BMD and higher Pb and Se concentrations can mark bone mass loss.

Keywords: aging, hair, tin, lead

 

 

O envelhecimento acarreta alterações na composição corporal, notada pelo declínio de massa muscular (sarcopenia) e aumento da gordura corporal. No entanto, a massa livre de gordura produz efeito positivo para o estímulo ósseo principalmente pela força de sustentação do corpo, evitando quedas no idoso (de Rekeneire et al., 2003). Conforme Kamel et al. (2002) a sarcopenia está associada à redução dos níveis de força muscular, decréscimo da área transversa, infiltração de tecido gorduroso e conectivo no músculo, além disso, ela também tem sido associada ao aumento do número de quedas, declínio da capacidade funcional e osteoporose (Kenney & Buskirk, 1995).

Essas alterações relacionadas à composição corporal e funções orgânicas afetam a utilização e absorção de minerais (Mertz, 1996), também conhecidos como elementos-traço (Prentice, 2004). Ademais distúrbios nutricionais, em particular a deficiência de elementos-traço, estão associados ao envelhecimento (Gur et al., 2002; Okano, 1996). Uma doença comumente associada ao envelhecimento é a osteoporose, distúrbio osteometabólico caracterizado pela diminuição da densidade mineral óssea (DMO) levando a um aumento da fragilidade esquelética e do risco de fraturas, Como o tecido ósseo é constituído por matrizes orgânicas e inorgânicas, sendo formado principalmente por minerais, entende-se que alterações na absorção e utilização dos elementos-traço podem alterar o desenvolvimento e manutenção dessa matriz orgânica (Gur et al., 2002).

Nesse sentido, alguns autores (Berglund, Akesson, Bjellerup, & Vahter, 2000; Brzoska, Moniuszko-Jakoniuk, Jurczuk, Galazyn-Sidorczuk, & Rogalska, 2001; Jarup, Alfven, Persson, Toss, & Elinder, 1998) sugerem que o cádmio, zinco, fosfato, chumbo, além de alguns outros elementos, à medida que se associam ao sangue, rins, túbulo gastrintestinal, por exemplo, alteram as concentrações de estruturas importantes para a homeostase da densidade mineral óssea. Além disso, os efeitos cumulativos de elementos-traço tóxicos, associados à restrição de elementos-traço essenciais acarretam prejuízo na captação mineral para o turnover ósseo.

Portanto, há a necessidade de se identificar o comportamento dos determinantes fisiológicos e ambientais que influenciam no risco de doenças relacionadas ao metabolismo ósseo. Contudo, a avaliação dos níveis dos elementos-traço pode possibilitar o diagnóstico precoce de algumas doenças e assim, medidas preventivas poderão ser tomadas a fim de evitar a osteoporose e, conseqüentemente, reduzir o risco de quedas e fraturas (Harris, 1993). Para tentar elucidar a questão, o presente estudo teve o propósito de comparar os níveis de elementos-traço (ET) de acordo com a densidade mineral óssea (DMO) em idosas.

 

MÉTODO

O presente estudo é caracterizado como uma pesquisa descritiva do tipo transversal. O estudo foi aprovado pelo Comitê de &E